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Oliveira e Costa já entrou no Tribunal para ser interrogado

O ex-administrador do BPN, constituído arguido por suspeitas de burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal, já está no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) para ser interrogado.

20-11-2008

O ex-administrador do BPN José de Oliveira e Costa, hoje detido por suspeitas de burla, crimes de branqueamento de capitais e fraude fiscal, entrou no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) às 20h55 para ser interrogado.

O antigo banqueiro, que dirigiu o BPN entre 1998 e 2008, foi constituído arguido, por suspeitas de burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Oliveira e Costa foi presidente do grupo Sociedade Lusa de Negócios/BPN entre 1998 e Fevereiro de 2008, altura em que se demitiu invocando razões de saúde.

Antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, José de Oliveira e Costa foi durante 10 anos o rosto do Banco Português de Negócios (BPN), tendo sido hoje detido, aos 73 anos, por suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e burla.

Nascido na freguesia da Esgueira, em Aveiro, em 1935, José de Oliveira e Costa começou a trabalhar aos 15 anos como empregado de escritório na firma Bóia & Irmão. Continuou a estudar, no entanto, licenciando-se pela Faculdade de Economia do Porto.

Após uma passagem pela Companhia Portuguesa de Celulose, Oliveira e Costa entrou para os quadros do Banco de Portugal, dos quais fez parte até 1991. Tendo aderido ao PSD após o 25 de Abril, foi convidado em 1985 por Cavaco Silva para secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, durante o X Governo Constitucional, trabalhando com o ministro das Finanças Miguel Cadilhe.

Oliveira e Costa saiu do Governo em 1991, passou pelo Banco Europeu de Investimentos, onde representou Portugal, voltando a Portugal em 1994, para exercer a presidência do Finibanco.

Em 1998, deixou o Finibanco e assumiu a presidência do Banco Português de Negócios, pondo em prática uma estratégia de crescimento agressiva, aumentando a rede de balcões da instituição e investindo nos mais diversos sectores de actividade, dos cimentos aos polímeros.

Foi hoje detido por suspeitas de burla, fraude fiscal e branqueamento de capitais, no âmbito das alegadas irregularidades que levaram ao colapso e recente nacionalização do BPN.