"Carrilho da Graça tem desenvolvido, ao longo de 30 anos, uma actividade profissional com grande rigor e coerência, criando uma linguagem própria que adequa a cada situação específica", refere o comunicado que anuncia a atribuição do Prémio Pessoa 2008 ao arquitecto.
O prémio, instituído em 1987 pelo jornal Expresso, passou este ano a ser patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos e a contar com o valor pecuniário de 60 mil euros.
Entre os projectos concebidos por João Luís Carrilho da Graça, destacam-se a Escola Superior de Comunicação Social (Lisboa), o Pavilhão Conhecimento dos Mares (Lisboa), a Igreja de S. Paulo (Macau), o Mosteiro Flor da Rosa (Crato), o Convento de Jesus (Setúbal) e o Convento de São Francisco (Coimbra).
No presente ano, Carrilho da Graça terminou a recuperação do edifício do Museu do Oriente (Lisboa), a Escola Superior de Música de Lisboa, a Igreja de Santo António (Portalegre) e o Complexo de Auditórios de Música (Poitiers, França).
Carrilho de Graça nasceu em 1952 e licenciou-se em 1977 pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, dirigindo o seu próprio ateliê desde então. É professor em várias universidades portuguesas (Autónoma, Técnica de Lisboa e Évora) e internacionais, tendo contribuído para o desenvolvimento de novas gerações de arquitectos.
É a segunda vez que o Prémio Pessoa contempla um arquitecto. A atribuição a Carrilho da Graça acontece uma década depois da distinção de Eduardo Souto de Moura.
Os historiadores José Mattoso (1987) e Irene Pimentel (2007), os escritores Vasco Graça Moura (1995) e José Cardoso Pires (1997) e Mário Cláudio (2004), os investigadores neurocientisrtas António e Hanna Damásio (1992), a pianista Maria João Pires (1989) e o actor e encenador Luís Miguel Cintra (2005) são alguns dos outros vencedores do prémio instituído em 1987 pelo jornal Expresso, para distinguir anualmente personalidades portuguesas cuja obra que se tenham destacado na vida artística, literária ou cientifica do país.
A equipa do júri do Prémio Pessoa 2008, presidida por Francisco Pinto Balsemão, foi constituída por António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, João José Fraústo da Silva, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares e Rui Baião.